Inteligência Coletiva e Re:work Google – Pesquisa

A Google estudou 180 times por 2 anos. Os mais bem-sucedidos apresentam essas 5 características.

Nos últimos anos, a Google embarcou em uma missão desafiadora, coletou uma infinidade de dados e gastou milhões tentando entender melhor seus colaboradores. Uma das iniciativas mais interessantes da empresa, o Projeto Aristóteles, reuniu diversas mentes brilhantes para que ajudassem a encontrar os segredos para a criação de times mais eficientes.

Especificamente, a Google queria saber: por que alguns times tinham desempenhos excelentes enquanto outros ficavam para trás?

Antes do estudo, assim como em muitas Organizações, os executivos na Google acreditavam que construir os melhores times significava reunir os melhores profissionais. O melhor engenheiro com MBA se junta com um PhD, e aí está. O time perfeito, certo? Nas palavras da Julia Rozovsky, Gerente de People Analytics (RH), “Nós estávamos absolutamente enganados.”

O selecionado para liderar os esforços foi Abeer Dubey, Diretor de People Analytics da Google. Ansioso por encontrar a combinação ideal de qualidades, experiências e características dos super-times, Dubey recrutou estatísticos, psicólogos organizacionais, sociólogos, engenheiros e pesquisadores, para que o ajudassem a resolver o enigma.

Após dois anos, o Projeto Aristóteles conseguiu estudar 180 times da empresa, conduziu mais de 200 entrevistas e analisou 250 diferentes atributos desses times. Infelizmente (ou felizmente), porém, não houve um padrão claro de características tangíveis que pudesse ser traduzido em um algoritmo do time perfeito.

E foi somente quando a Google passou a considerar fatores intangíveis que tudo ficou mais claro.

Com novas lentes e com o apoio da pesquisa sobre Inteligência Coletiva (habilidades que surgem a partir de colaboração) desenvolvida por um grupo de psicólogos da Carnegie Mellon, MIT e Union College, os pesquisadores do Projeto Aristóteles voltaram ao quadro branco para combater o que achavam óbvio e chegaram a conclusões bastante interessantes.

No site Google Re:Work, uma excelente fonte de informações sobre as pesquisas, ideias e práticas da Google em relação à gestão de pessoas, Rozovsky destacou as cinco características de times de alto desempenho:

1. Confiabilidade

Os membros do time podem contar uns com os outros para entregar tarefas no prazo e atingir as expectativas e metas.

2. Estrutura e Clareza

Times de alta performance têm objetivos claros e papeis bem definidos no grupo.

3. Significado Pessoal

O trabalho tem um significado pessoal maior para cada membro. Não é só pelo dinheiro.

4. Impacto

O grupo acredita que o trabalho deles tem propósito e impacta positivamente o bem comum.

E o último se destaca em relação aos anteriores.

5. Segurança Psicológica

Nós todos já participamos de reuniões e, pelo medo de parecermos incompetentes, seguramos uma dúvida ou não expomos aquela ideia. Faz parte. É estressante quando você se sente em um ambiente onde tudo que faz ou fala está constantemente sob um microscópio.

Mas imagine um cenário diferente. Um cenário em que todos estão confortáveis para tomar riscos, vocalizar suas opiniões e fazer perguntas sem medo de serem julgados. A cultura criada pelos gestores se reflete em zonas seguras e colaborativas, isso é segurança psicológica.

Por mais que não haja aqui dados quantitativos claros, o que a Google encontrou reforça uma ideia valiosa de que times imersos em ambientes psicologicamente seguros têm colaboradores menos propensos a deixar a empresa, mais inclinados a abraçar o poder da diversidade e, finalmente, são mais bem sucedidos individualmente e enquanto time.

Portanto, desenvolver times excepcionais implica em contemplar componentes mais subjetivos do que se esperaria, mas focar nesses cinco citados aumenta consideravelmente a chance de se desenvolver uma cultura virtuosa. Nós na smartrips.co compartilhamos dessa ideia e entendemos que alinhamento de interesses é fundamental e, para isso, os colaboradores precisam estar inseridos em ambientes que os valorizem individualmente, aliando responsabilidade com autonomia e reconhecimento. Por meio da pesquisa, a Google certamente deixou o filósofo grego Aristóteles orgulhoso, ao provar que “O todo pode ser maior que a soma das partes.”

Esse texto foi baseado em informações fornecidas em Google Re:Work e Inc.

https://rework.withgoogle.com/

PlugWoman – Boas surpresas no universo da publicidade

Eu estava precisando de cobaias para testar uma ferramenta de mapeamento de rede e fiz uma chamada em alguns grupos de profissionais mulheres da área de comunicação, tive a feliz surpresa de algumas responderem a essa chamada e entre elas surgiu a conexão com a Bia Ferrer que é fotográfa e tem uma agencia de produção de conteúdo com um portfolio incrível. Ela confiou em mim e no processo apresentado e vem dando bons retornos sobre o método. Bem, fiz essa introdução para falar como eu fui parar no evento PlugWoman que ocorreu em 20 de Maio em São Paulo, que é um evento focado no público publicitário e promovido por uma plataforma de cursos online, a Plugcitários. Foi a Bia que me convidou para o evento! 😉

Participei das apresentações e ainda no final ganhei um curso por postar algumas imagens sobre o evento com sua hashtag. Pra gente ver que essa coisa de cobertura em tempo real pode ser realizada pelo próprio público, ou seja, um ótimo aproveitamento de recursos. #ficadica

O evento foi exclusivamente de palestrantes mulheres e com foco no público do gênero. Havia a presença de alguns homens na plateia e que se comportaram bem. Aliás, achei muito inteligente da parte deles participar de uma atividade focada em mulheres e da publicidade. Isso aê galera, tem que aprender como fazer direito também no universo das mídias.

Falando do evento.. eu cheguei um pouco atrasada e perdi um tanto da abertura com a Heloisa Lima (Diretora de Mídia na Leo Burnett) tratando sobre processos de mudança e uma fala bem motivacional. O que eu achei mais interessante foi ela oferecer um exercício para depois ser apresentado a ela pelo inbox do Instagram. Achei uma ótima forma de gerar follow . 🙂

A segunda fala do dia foi da Joanna Monteiro (Chief Creative Officer – CCO na FCB BRASIL) que é uma fodona da área e que apresentou uns cases de publicidade interessantes, principalmente ligados ao grupo Estado (da qual sua agência detem a conta). Bem, o case que mais me instigou e foi uma em parceria com o APP Shazam. Em resumo, as músicas com letras misóginas eram sinalizadas para o usuário do app. Eu só não fiquei mais feliz porque foi só uma mídia (campanha de combate a violência contra a mulher) mas que era uma boa ideia para uma API de app de música.. isso é . Ela também apresentou alguns dados sobre violência contra mulher no Brasil.

Agora a fala que eu mais gostei foi a da Raphaella Martins Antonio (Gerente de Conta da JWT). A mulher, publicitária, negra, ativista, inteligente, master, blaster.. apresentou várias propagandas “equivocadas” e várias barreiras dentro das agências, tal como a difícil desenvolver campanhas sem machismo quando se tem clientes e gestores majoritariamente de homens brancos cis classe média alta etc etc etc.. aquele lugar dos super privilegiados e que dificilmente se mostram acessíveis para compreender ou se interessar pelas demandas, pontos de vista e questões das mulheres ou muito menos das minorias. Em resumo, a Rapha arrasou na argumentação. E evidenciou seus privilégios que possibilitaram seu acesso a universidade mas também suas dificuldades devido às barreiras sociais impostas em muitos lugares onde trabalhou. Eu destaco a fala dela sobre importância da mudança interna nas organizações, da necessidade de se ter mais diversidade entre os colaboradores para aí se conseguir dialogar melhor com um público diverso.

Teve uma roda de conversa entre as primeiras palestrantes que trouxe pouco debate mas destaco uma questão importante que emergiu do público sobre a autoria das criações. E a partir da experiência de algumas delas fica claro que processos cocriativos, mesmo que não sistematizados, dentro das agências precisam ser tratados como autoria coletiva. Por exemplo, algumas vezes o atendimento traz luz para uma criação e diversos atores dentro da organização trazem informações importantes para a produção de um trabalho. Outro ponto de destaque foi a questão de monetizar conteúdo, parece que dentro das grandes agências o entendimento de que o conteúdo não é uma forma de gerar publicidade direta mas sim de de acessar públicos e promover relacionamentos ainda causa um certo incomodo.

Na segunda parte do evento tivemos a presença da incrível Liliane Ferrari (professora e consultora de redes sociais e influenciadores) falando sobre “O Papel das influenciadoras digitais no feminismo”. Ela trouxe vários dados interessantes de uma pesquisa feita por ela sobre influenciadoras feministas . Mulheres como Jout Jout e Clara Averbuck são destaque quando o tema é feminismo na internet. Liliane também destacou o que é ser influenciador e a importância do engajamento nesse papel. Para ela “Não basta tirar self e ter milhares de seguidores e não gerar conteúdo. Isso não é ser um(a) engajador(a)”. Para ela, ser influenciador é ter a habilidade de transmitir uma mensagem. Para isso é preciso ter carisma, ou seja, conseguir lidar com pessoas. #ficadica
Ela também apresentou algumas situações em que as empresas, ávidas por impactar massas, saem desesperadas atrás dos grandes influenciadores e no fim fazem tudo errado. Geralmente, gastam muito em altos cachês mas não conseguem se conectar com nichos. Acho que a lição é..preste atenção nos influenciadores de nicho.

Depois tivemos a presença da Leticia Suher que falou dos desafios de estar em cargos gerenciais sendo mulher no universo da publicidade e também falou da importância de se construir bons relacionamentos para o desenvolvimento de novos negócios na área. Ela comentou que levou muitos anos para construir algumas das relações que permitiram o fechamento de grandes contas que ela tem hoje.

A última apresentação foi da Tatti Maeda, que é especialista em redes sociais e contou sobre a violência domestica que sofreu e todas as dificuldades para denunciar o agressor, parceiro e pai de seu filho. Ainda que a sua apresentação tenha sido bem extensa foi importante para o público.

Pontos que destaco ao final da atividade foi da importância da automotivação que muitas dela tiveram ao longo de suas vidas (pessoais e profissionais) e mesmo que a maioria tenha seus privilégios é visível que suas competências em algum momento foram questionadas devido ao suas expressões de gênero.

Grata Bia pela conexão com o evento e a todas pelos conteúdos.

Aos organizadores do evento #dica seria bom ampliar o número de mulheres professoras na grade dos cursos da Plugcitários, hein? E ao patrocinador Futura Imbatível, conversa com alguma das mulheres publicitárias incríveis que estavam presentes para tratar de divulgação acredito que vai ajudar bastante vocês 😉

Com <3

Flavia Amorim

 

 

 

Experiência Munduruku – Ativismo com Realidade Virtual

No dia 06 de Junho participei de uma experiência multi sensorial promovida pelo Greenpeace no Centro Cultural dos Correios em São Paulo.
Foi uma experiência realmente incrível e que me impressionou. O ONG internacional utilizou uma tecnologia muito avançada e fez um processo de pesquisa intenso para trazer a sensação de se estar na Floresta Amazônica junto a comunidade indígena Munduruku. E de fato, a gente consegue vivenciar uma imersão nesse ambiente tão distante,  mesmo que por poucos minutos. E o mais importante, é possível compreender melhor porque a demarcação é um processo necessário para a preservação e sobrevivência dos povos indígenas.  Atualmente, há a possibilidade de construção de dezenas de usinas e barragens nos rios do Pará e da Amazônia, sem falar no desmatamento voraz que ocorre para a implantação de agronegócios.
A tecnologia 3D ou realidade virtual é muito conhecida pelo seu uso no entretenimento (como em jogos de videogame) mas ainda é pouco utilizada para ativismo ambiental ou social. No contexto proposto pelo Greenpeace, usar uma ferramenta que nos aproxima de um ambiente tão distante  dos grandes centros se mostrou uma ação de mobilização altamente inovadora. Se pensarmos que a maior parte das pessoas que tem recursos para apoiar uma causa, articular manifestações e outras ações políticas estão fora da floresta, faz total sentido a utilização desse tipo de recurso tecnológico e pode provocar uma sensibilidade muito maior do que outras formas de campanha.
Tenho a percepção de que o distanciamento de alguma realidade dolorosa ou de alguma situação problemática, por mais que haja em nós uma boa vontade em mudar essa situação, provoca também um distanciamento no apoio e envolvimento nessas questões. Agora, com uma experiência em realidade virtual e que promove um evento que mescla arte, experiência sensorial e ativismo se tem um cenário positivo para a atenção sobre a causa e facilita o entendimento do problema. A tecnologia nos aproxima de um ambiente distante geográfico e fisicamente. Além disso, não preciso ir até lá, causando outros impactos, para que eu esteja frente a frente com aquela comunidade.
Convido quem ainda não participou de uma experiência como essa a faze-la nos próximos dias, a experiência fica disponível até o dia 26 de Junho e precisa de reserva pelo link: https://www.sympla.com.br/greenpeacebrasil
Gente, foi um trabalho de pesquisa e produção de 2 anos. Então.. se esforcem.. se não puder ir, avisa as pessoas amigas!
Parabenizo todos os envolvidos e principalmente quem está a frente da produção aqui no Brasil, que é a Tica Minami e complemento meus agradecimentos ao Renato Guimarães por ter divulgado esse incrível evento e desejo sempre bons retornos nesse processo de mobilização a toda equipe do Greenpeace.
As organizações envolvidas na realização dessa experiência são a Alchemy VR  e a  The Feelies .. a elas também vai meu agradecimento, como também a todos que estão no crédito e aos apoiadores da ONG que ajudam com seus recursos a promover ações de impacto tão importantes!
Desejo que esse tipo de atividade possa continuar nos aproximando uns dos outros.
#DemarcacaoJa
Mais informações:
Outras informações sobre a proteção da Amazônia e atuação do Greenpeace na região: http://www.greenpeace.org/brasil/pt/O-que-fazemos/Amazonia/

O primeiro papo sobre “Rede de Apoio” e a estréia do coworking Vivei.ro Café

Recebi uma comunicação via redes sociais (Facebook) de que, em meados de maio de 2017,o espaço Vivei.ro Café iria iniciar suas atividades, ele um novo coworking na cidade de São Paulo (no bairro da Vila Madalena).

Eu já conhecia a proposta do Vivei.ro (outra unidade localizado na rua Wizard x rua Madalena) e também um de seus fundadores o Mateus Mendonça, o que me alegrou bastante.
A proposta do novo coworking com café integrado era abrir suas portas em uma versão beta, assim foi realizado uma chamada para a experiência de atividades durante alguns dias.
Um teste interessante que possibilita o contato com um novo público de interesse e verificar os resultados de seu funcionamento pelos responsáveis do local. 😉

Entre a chamada e os dias disponíveis para atividade tive pouco tempo para organizar a divulgação da minha atividade – que também foi uma versão beta de encontros sobre formação de rede de apoio, relacionamento e comunicação –  ainda assim, me inscrevi com uma proposta de utilização da área de eventos.

Cerca de 2 dias depois já tive a confirmação da data e horário de uso, mas apenas um dia depois houve solicitação mais detalhada sobre “o que seria” a atividade que eu estava propondo. Entendendo o que era uma “versão beta” mas como produtora de eventos (que também sou!) fiquei um pouco na dúvida se esse seria um procedimento adequado porque eu poderia ter a intenção de realizar uma atividade desconectada com proposta do espaço e aí seria bem desagradável receber uma negativa depois que a data já estava disponível. Bem.. no fim deu tudo certo..

 

Sobre a conversa “A importância da formação de rede de apoio em tempos de transição”

Tive a presença da Maria Clara e do Edwartt que trouxeram informações muito ricas. A Maria Clara é formada em arquitetura e estava muito interessada em se conectar com espaços de coworking e assuntos ligados a maternagem, inovação e arquitetura numa perspectiva “fora da caixa” ou digamos mais sustentável. Já o Edwartt foi focado em participar do meu encontro e apresentou seus atuais projetos, ele é apaixonado por ilustração mas também vem desenvolvendo uma plataforma de locação de equipamentos para audiovisual (uma espécie de Airbnb de equipamentos) – uma ideia que achei ótima e que emergiu de sua esposa a Camila!

Conversamos bastante sobre a necessidade de mudança de mindset (pensamento) para conseguir trabalhar de forma mais colaborativa, principalmente no que diz respeito a ÉTICA X EXPLORAÇÃO. Esse papo emergiu porque compartilhamos algumas de nossas experiências em projetos ou atividades com coletivos que muitas vezes nos frustram e geram um sofrimento pela dificuldade de entendimento dos envolvidos sobre o que é ser um COLETIVO e de assumir RESPONSABILIDADES.

Há uma grande dificuldade de passarmos de trabalhos em equipe com centros de tomada de decisão para processos de fato mais participativos. Outro desafio nesse processo é a de fortalecer relações significativas que gerem confiança, sendo uma das principais barreiras o modo como pensamentos nossas relações (o mindset).
Expliquei um pouco sobre a formação de uma rede de apoio, que é o grupo que colabora com o desenvolvimento de nossos sonhos ou ideias e que se fortalecido ele nos ajuda a reverberar nossas propostas.

Nossa conversa foi bem norteada pelas dificuldades de se manter em processos lineares e tão arcaicos de fluxo econômico (o conhecido trabalho convencional de segunda a sexta-feira das 08 às 18h com autoridades centralizadoras e desconectado das nossos propósitos).Há uma busca por processos de trabalho e trocas de recursos que proporcionem mais qualidade de vida para os envolvidos.

Apresentei algumas observações sobre o PENSAMENTO LINEAR X PENSAMENTO SISTÊMICO e como essa mudança de percepção e organização da vida pode facilitar o acesso a recursos.Algumas falas trouxeram uma certa resistência em relação a mudança e tratei um pouco da paralisia que nos toma quando tentamos justificar nossas negativas.

Discutimos também o que é ser um empreendedor e quando muitas argumentações sobre essa proposta de trabalho pode ser falaciosa nos tempos atuais.Tratei um pouco da importância de nos EVIDENCIARMOS para a rede demonstrando nossas habilidades, necessidades e desejos.

Foi um momento com muitos aprendizados e de estímulo para a continuidade dos encontros. Para mim foi um teste de que há interessados em conversar mais sobre esses processos de mudança e que se faz a necessidade de apoio para que possamos nos evidenciarmos em rede.

A experiência no Vivei.ro Café

Como a minha divulgação foi bem restrita há apenas 2 dias antes da atividade não consegui mobilizar muitos participantes, ainda assim tive a honra de 8 inscritos pelo Meetup e 2 participações. Levei meus próprios materiais e os móveis e serviços disponibilizados no Vivei.ro Café estavam adequados para o encontro. Utilizei o espaço durante 2 horas para uma roda de conversa.

O serviço do “Isso é Café” e a área aberta destinada a ele é muito agradável e integrada ao espaço mas talvez a presença de muitas pessoas possa atrapalhar a atividades no espaço que eu estava ocupando. Inclusive, pedimos para que o volume da música do café fosse reduzida (e que prontamente foi atendida). Problemas que podem surgir por ser um local muito aberto e interligado.

O retorno

No começo do mês de junho retornei ao Vivei.ro para realizar uma reunião na área do café, mas como estava um dia muito chuvoso e as únicas mesas disponíveis para utilização eram do tipo bancada, não consegui permanecer no local, optado por ir a um outro café na região. Vejo aqui uma demanda a ser avaliada pelos responsáveis visto que em dias chuvosas se perde a oportunidade de utilizar esse local como área de encontro.

Agradeço a confiança da Maria Clara e do Edwartt (e da Camila) em participar desse primeiro encontro e também agradeço a oportunidade de utilizar o Vivei.ro e de colaborar para a otimização desse novo e lindo espaço em São Paulo.

Com <3

Flavia Amorim

Serviço: O Vivei.ro Café fica localizado na Travessa Alonso. 15 (na entrada do Beco do Batman)
(11) 3034.6015
viveiro@vivei.ro

Novas Economias

Mulheres unidas para ativar recursos

Participei de um encontro entre mulheres para uma conversa sobre novas economias.

A atividade foi uma iniciativa da Marysol Goes, quem conheci nos encontros da Impact Women (ImpactHub) no ano passado, além de fluirmos por comunidades como o Dragon Dreaming,  mas dessa vez tive a oportunidade de prestigir a atividade organizada por ela.. a 2.OFICINA PARA MULHERES: COMO ATIVAR RECURSOS NAS NOVAS ECONOMIAS?

Marysol está  se especializando em Fluxonomia 4D e em breve se tornará uma fluxonomista. Já atuou como voluntária em diversas ações, principalmente, com empreendedorismo e reintegração de refugiados pela ADUS.

Acho que é melhor explicar o que é a fluxonomia 4d primeiro: é uma matriz de fluxo de recursos desenvolvido pela Lala Deheinzelin. Eu chamo de matriz porque é a forma como eu a compreendo, ainda que tenha vários conceitos e um processo específico em cada uma das dimensões econômicas apresentadas.

Bem vamos lá.. na fluxonomia há o entendimento que a sustentabilidade de nossos projetos ou sonhos só será  possível  se compreendemos e aplicarmos 4 dimensões econômicas,  são elas: a criativa, a compartilhada, a colaborativa e a multimoedas (e eu fico tentando achar uma palavra com c para substitui-la.. ). Numa visão sistêmica é possível verificar que cada parte tem relação com o todo o conceito e que elas são interdependentes.

A fluxonomia emergiu a  partir do mapeadas e experiência da Lala, durante vários anos de trabalho com economia criativa e inovação. Hoje já há um grupo que suporta e dissemina os conceitos apresentados inicialmente por ela e que você pode conhecer na rede http://criefuturos.com/

Lá também tem link pro Ebook Desejável Mundo Novo.

Agora, voltando a atividade proposta pela Marysol..

Ela deu uma pequena introdução sobre os tipos de futuro (conceito apresentado na fluxonomia)…

Futuro Prováveis – baseado em ações passadas e que tem um caráter de negativação e binariedade (pode, não pode, sim ou não, certo e errado)

Futuro Possíveis – baseado em ações e conhecimentos atuais mas ainda com baixo impacto

Futuros Desejáveis – baseado em sonhos e novas perspectivas, de fato inovador.

A Marysol também tratou rapidamente sobre a “ferida com o dinheiro”, conceito que eu já  tinha acessado na oficina de captação empoderada de recursos oferecida pela Tanya (que a Marysol teve o cuidado de citar) e que faz parte da formação Dragon Dreaming. O DD também foi citado durante sua atividade, destacando a importância da celebração nos projetos.

Para saber mais sobre o DD  recomendo esse artigo: http://projetodraft.com/verbete-draft-o-que-e-dragon-dreaming/

E como atuamos com um pensamento de escassez.

Ela então apresentou cada uma das dimensões da fluxonomia:

Criativa – aspecto intangível dentro da economia e de onde partes as ideias, os sonhos e a vontade de criar algo novo numa perspectiva “desejável”. É a semente para o futuro, onde emergem as novas ideias. Sendo uma dimensão cultural.

Compartilhada – aspecto tangível, onde se busca otimizar o uso de recursos por meio do compartilhamento, como o  uso de espaços comuns para trabalho (espaços de coworking), aproveitar vagas em carros ou domicílios. É a base ou infra-estrutura para o desenvolvimento das ideias. O solo fértil para as ações necessárias. Essa é a dimensão ambiental.

Colaborativa – outro aspecto intangível de estimulo a parcerias e ações em conjunto por meio das trocas durante as relações humanas. É o momento de gerir e nutrir as relações. A dimensão social da economia.

Multimoedas  – também um aspecto tangível da economia, onde reside a multiplicidade de possibilidade de trocas por diferentes caminhos. Onde se realiza a colheita ou os resultados. A dimensão financeira.

O evento ocorreu no espaço Casa da Cidade, que acolhe iniciativas conectadas a transformações sociais, políticas e econômicas na cidade de São Paulo, que tem como um dos responsáveis e inicializadores o Nabil Bonduki.

Ainda que exclusivamente de mulheres, o público foi diversificado com a presença de mulheres da área criativa, comunicação, design, ambiental e economista.

Realizamos boas conexões e todas demonstraram satisfação com o conteúdo.

Confesso que senti a falta de conteúdo ou exemplos que reforçassem o empoderamento das mulheres nas novas economias e que motivassem a importância de nos conectarmos para desenvolver trocas que nos fortaleçam,    ainda que o foco do evento fosse a participação de mulheres e o tempo bem curto.

No próximo dia 28 de Junho de 2017, a Marysol vai oferecer um novo encontro e quem quiser participar, só acessar esse evento aqui: https://www.facebook.com/events/1564195430280428

 

Bons fluxos!

Navegar é preciso

Desde os meus 16 anos eu navego na world wide web e foi nesse mundo de dados que eu descobri possibilidades de trabalho, formas de ter acesso a recursos que as circunstâncias sociais da minha vida não permitiriam sem as ferramentas que ali estavam disponíveis.

Aprendi muita coisa de forma autodidata. Desde a instalação da primeira placa de modem no meu 486 com o conhecimento adquirido por meio de uma revista sobre tecnologia e também outros upgrades no meu computador. Mas foi na web que recebi, talvez, o maior número de informações que contribuíram para a expansão do meu conhecimento.

Fiz amigos de vários lugares do mundo, consegui evoluir na língua inglesa e principalmente, aprendi que o mundo tinha coisas interessantíssimas e estavam ali disponíveis abaixo dos meus dedos e sendo reproduzidas na tela do computador.

Passados 18 anos, hoje o acesso aos computadores e a internet está mais popular, influenciando o modo como acessamos os dados e também o comportamento social.

Evidenciamos nosso perfil, pensamento político e até a forma como nos relacionamentos uns com os outros em telas de smartphone, tablets, notebooks, netbooks, smart tvs e outros dispositivos.

Cada vez mais estamos conectados e consequentemente há menores distâncias entre nós.

Alguns acreditam que nos aproximamos “virtualmente” mas nos distanciamos “fisicamente” (depois explico as aspas).

Dentro da web repetimos o mesmo comportamento que socialmente temos fora dela. Por meio dos computadores reforçamos o que está dentro de nós.

Tudo que está na web são criações humanos, com uso humano, com interação humana, ainda que ora identificados e replicados por inteligências artificiais.

As redes sociais e aplicativos de relacionamento nos facilitam o aumento de conexões na rede e interação com conteúdo diversificado. No entanto, insistimos em permanecer em aglomerados com o mesmo tipo de informação circulante. Estagnamos os dados e consequentemente as conexões.

Motivo? Provavelmente o medo de sair da zona de conforto.

Essa estagnação provoca monotonia. O mesmo caso das outras mono de nossas vidas: monogamia, monopólio, monocultura.. fica tudo assim: preto e branco, sem cor, sem vida. Mono-tom.

E pior.. nos adoece. A energia fica estagnada, bloqueada, subutilizada.

Para o melhor aproveitamento do que a rede tem a oferecer, que é a sua diversidade, é preciso sair da zona de conforto. Explorar novos aglomerados, interagir além da nossa “tchurma”.

Há uma riqueza no ser humano que podemos acessar navegando além dos nossos dedos.. navegando com jangadas, pernas, bicicletas, avião e de forma ainda mais poderosa: por meio de conversas significativas com cada nó da rede.

Uma forma de fluir pela rede é navegar entre as pessoas e nos mais diversos aglomerados. Cada um tem sua dinâmica, intenção, fluxo de energia, tempo, tipo de informação.

Conectar as pessoas só é possível se antes houver disposição para navegar além da web. É preciso navegar a rede.

Recomendo soltar, fluir, observar e principalmente interagir com atenção aos nós. Pode ser divertido, surpreendente e com muitos aprendizados.

Centro da Rede

Eu sou o centro da rede.

Tudo começa em mim. Tudo que existe é a partir do meu centro.

Você é minha projeção, somos todos um.

“Se agora me abro a você, você se abre a mim.

Se agora te violento, você me violenta.

Se agora não confio em você , você desconfia de mim.”

O fluxo é para tudo. A informação parte, flui, retorna e o caminho é indefinido. É sistêmico.

Alimentar o medo, a dor ou alegria? O que propagamos na rede?

Para estabelecer conexões significativas é preciso ter atenção [presença, foco] no que estamos intencionando. Isole o que nós causa dor. Realimente o que nós provoca amor.

Eu na Rede

Consigo fluir entre os nós da rede, auxiliar no fluxo das informações, criar espaços de convergência mas adoro uma divergência. ❤

Meus clusters já mudaram bastante enquanto estou aqui presente nesse emaranhado de informações e conexões possíveis. Mas sempre sobra algumas das 150 conexões do passado que meu cérebro insiste em manter guardado na memória.

Acredito na autonomia de cada um dos nós nessa rede complexa e que as interações podem ser temporárias, mas só criamos laços fortes se a gente cuidar, der a atenção a nós e as conexões.

A diversidade da rede me fascina e gosto de experienciar essa riqueza.

Creio na abundância e nos diversos campos de possibilidades. Ainda assim, estou atenta aos desperdícios de recursos e aos abusos como acumulação e centralização.

Estabeleço conexões para conhecer algo que ainda não sei que existe no outro nó (s).

Sigo impulsos energéticos que me unem em interações de aprendizagem. E depois saio distribuindo o máximo possível por onde passo.

Minha regra principal é estar em fluxo.

Muito prazer,

Flaviamor.in